Mestre Duda – Nosso Convidado Especial 2019

Mestre Duda – Nosso Convidado Especial – Nosso Encontro 2019

Mestre Duda, capoeirista da cidade de Salvador, discípulo do Mestre Eziquiel, este que por sua vez teve uma vasta vivência pela capoeira soteropolitana na rua, na Angola e terminou se formando com o Mestre Bimba no meado da década de 60 do século passado.

 

A minha forma de pensar, jogar, cantar, tocar, ensinar e viver capoeira segue muito do que vi da capoeira soteropolitana por consequência desse universo ter sido me apresentado por meu mestre. Nesse universo vi expressões de capoeira além da Capoeira Angola e Regional, vi formas e conteúdos que não estavam diretamente associadas a essas únicas tendências e mais difundidas. Apesar de herdar o título de neto direto do Meste Bimba não me apresento como capoeirista Regional por não seguir à risca seus códigos e valores, também não sou Angoleiro por não ter sido formado por um mestre de Angola, assim me defino como um capoeirista fruto de uma formação diversa e começa características da capoeira soteropolitana das décadas de 80 e 90. Busquei muito na linhagem de Waldemar, Canjiquinha e outras expressões que foram negadas por uma “essência” da Angola e também por não se caracterizarem como capoeira regional.

 

Atualmente, Mestre Duda, está como Presidente do conselho gestor da Salvaguarda da capoeira na Bahia.

Fiel defensor dos principais ancestrais da capoeira, oralidade, respeito aos mais velhos, símbolos afro brasileiros e ritos da roda e do jogo, ensino valorizando a musicalidade e o jogo como forma de linguagem de resistência e sobrevivência. Sou contra todas as formas de opressão na capoeira, machismo, racismo, pedofilia. Não compactuou ou tolero desrespeitos ou formas abusivas de tratamento de quem quer que seja que assim faça usando de seus títulos.

 

 

A capoeira me move, foi a única coisa que fiz desde a infância e tudo o que tenho devo a ela, de minha filha e esposa até os países e empregos que ganhei e mesmo a forma que ela me empoderou, assim vivo o coritibano devolvendo a ela a maior riqueza que a mesma me deu, por isso milito por ele e jamais a vendo.

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